Seguindo a regra do “lugar de fala” que diz que, a menos que você pertença ao grupo que luta aquela batalha ou tenha algo positivo a acrescentar, você deve ficar calado, hoje eu gostaria de trazer algumas informações sobre o Dia Internacional da Mulher.

 

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2018 foi um ano, acima de tudo, importantíssimo para a luta pela igualdade.

Tivemos o exemplo do Aborto legalizado na Irlanda, após ouvir o sim de 70% da população irlandesa, o Parlamento aprovou em dezembro o projeto de lei que legaliza o aborto no país. O texto autoriza o aborto até 12 semanas ou posteriormente em casos de “risco à vida” e “grave perigo para a saúde” da mulher. Foi emocionante ver o movimento de milhares de mulheres irlandesas expatriadas voltando à Ilha Esmeralda para garantir este direito. Parabéns aos movimentos e ONGs que construíram essa grande vitória num território majoritariamente católico.

Em Hollywood, após lutas antigas como o #MeToo (movimento internacional contra o assédio e agressão sexual), surgiu o Time’s Up: um movimento contra o assédio sexual que mobiliza fundos e suporte legal para vítimas de assédio. Até dezembro do ano passado levantou mais de US$ 22 milhões para seu fundo de defesa legal e reuniu cerca de 800 advogadas e advogados voluntários.

No Brasil, foi criado o Mariele Presente, fazendo referência a Marielle Franco, quinta vereadora mais votada na cidade do Rio de Janeiro, executada na noite de 14 de março, em uma semana onde havia feito diversas denúncias a respeito da violência da Polícia Militar, especialmente no Acari, bairro onde morava. Na data do seu assassinato foi sancionado o Dia Marielle Franco contra o genocídio da mulher negra no Rio de Janeiro.

Apenas alguns exemplos, dentre tantos outros movimentos espalhados pelo planeta.

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No Dia Internacional de Luta das Mulheres, já é tradição fazer atos, marchas, debates, greves e paralisações em nome de direitos. Liberdade de escolha, direitos trabalhistas, poder sobre o corpo, empoderamento, anti racismo, anti machismo, anti lesbobitransfobia, direito de ir e vir, anti capacitismo e anti xenofobia.

71% dos feminicídios (e das tentativas) têm o parceiro como suspeito. Apenas em janeiro, foram 119 mortes e 60 tentativas de feminicídio. Desses, pelo menos 11 dos casos apurados em janeiro culminaram no suicídio do agressor e em 15 deles, crianças presenciaram o crime. 47% desses crimes ocorreram na casa da vítima. A faca for a arma mais usada (41%), seguida por armas de fogo (23%). 74% dos crimes cometidos com armas de fogo resultaram em morte, contra 59% no caso de agressões a facadas.

A Midia Ninja trouxe alguns dados mostrando o porque essa luta ainda está longe de acabar e convencendo as mulheres a saírem para as ruas no dia 08 de Março e irem defender seus direitos!

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Veja mais informações sobre um dos eventos que irá acontecer em São Paulo.