Ao longo de mais de seis décadas, a Playboy publicou capas que ultrapassaram os limites das revistas masculinas e entraram para a história da cultura pop. Algumas apresentaram estrelas de Hollywood, outras apostaram em modelos que se tornariam ícones internacionais. Além disso, a revista surpreendeu o público com escolhas inusitadas e imagens que ganharam novos significados ao longo dos anos.

Da primeira edição, com Marilyn Monroe, à capa de Marge Simpson, passando por nomes como Bo Derek, Pamela Anderson, Kim Kardashian e Kate Moss, essas publicações registram mudanças na moda, no entretenimento e na maneira como as celebridades construíam suas imagens públicas.

Por isso, reunimos dez capas internacionais da Playboy que marcaram época. A seleção segue uma ordem cronológica, não um ranking de vendas, e destaca os detalhes que transformaram cada edição em um registro importante da história da revista.

No Brasil, a publicação também protagonizou fenômenos comerciais. Confira as Playboys mais vendidas do Brasil e compare os recordes nacionais com as histórias das capas internacionais que você vai conhecer a seguir.

1. Marilyn Monroe — dezembro de 1953: a capa que iniciou tudo

Marilyn Monroe na capa da primeira edição da Playboy, de dezembro de 1953

Marilyn Monroe estrelou a capa da primeira edição da Playboy, lançada em dezembro de 1953. As fotografias que a revista utilizou haviam sido feitas quatro anos antes.

A história da Playboy começou em dezembro de 1953, com Marilyn Monroe na capa da primeira edição. Hugh Hefner lançou a revista em Chicago, nos Estados Unidos, apostando em uma combinação de fotografias, entrevistas, reportagens e conteúdo cultural que pretendia ir além das publicações masculinas disponíveis naquele período.

Entretanto, existe um detalhe curioso por trás da estreia: Marilyn não posou especificamente para a Playboy. As fotografias que deram origem à publicação surgiram em uma sessão realizada em 1949 pelo fotógrafo Tom Kelley, quando a atriz ainda enfrentava dificuldades financeiras. Na ocasião, ela recebeu US$ 50 pelo trabalho e assinou os documentos com o nome artístico “Mona Monroe”.

Anos depois, Hefner adquiriu os direitos das imagens de uma empresa que as comercializava e decidiu utilizá-las na revista. A capa mostrava Marilyn vestida, enquanto a publicação anunciava uma fotografia colorida da atriz nua no interior. A estratégia despertou curiosidade e ajudou a transformar o primeiro número em um sucesso, com mais de 50 mil exemplares vendidos.

A trajetória dessa capa também tem um lado controverso. Marilyn não participou diretamente do lançamento da revista e não recebeu um novo pagamento pela publicação das fotografias. Segundo a reportagem da Biography, a atriz chegou a comprar um exemplar para conferir como as imagens apareceram na edição.

Mais do que apresentar uma estrela de Hollywood, portanto, a primeira capa estabeleceu uma identidade visual e comercial que acompanharia a Playboy durante décadas. A revista associou seu lançamento a uma das personalidades mais famosas do cinema e criou uma imagem que continua ligada à história da publicação.

2. A Toast to Bikinis — junho de 1962 : a moda praia ganha destaque

Capa da Playboy de junho de 1962, com destaque para o biquíni

A edição especial “A Toast to Bikinis” destacou a moda praia na Playboy de junho de 1962, com uma capa que colocou o biquíni no centro da composição visual.

Em junho de 1962, a Playboy dedicou espaço especial aos biquínis com a edição intitulada A Toast to Bikinis. A publicação explorou a moda praia em uma época na qual o biquíni ganhava espaço e provocava debates sobre comportamento, vestuário e liberdade feminina.

A edição trazia uma fotografia de capa que destacava o biquíni e utilizava uma composição visual bastante diferente das capas centradas em retratos tradicionais. Ao mesmo tempo, o ensaio interno reforçava a proposta da publicação: combinar fotografia de moda, referências culturais e imagens que chamassem a atenção dos leitores.

O arquivo oficial da Playboy confirma a edição de junho de 1962 e registra o ensaio A Toast to Bikinis nas páginas 56 e 57. Esse registro ajuda a identificar a publicação com precisão e evita confusões entre números de meses próximos.

Vale observar que algumas retrospectivas atribuem a julho de 1962 a primeira capa da revista com um biquíni. Por isso, aqui não tratamos a edição de junho como a primeira de toda a história, mas como um exemplo marcante da maneira como a Playboy incorporou a moda praia à sua identidade editorial.

Essa escolha também revela como a revista acompanhava transformações no vestuário e no comportamento social. Décadas depois, as capas e os ensaios da Playboy continuariam funcionando como registros visuais das tendências de diferentes períodos.

3. Darine Stern — outubro de 1971: uma capa histórica para a representatividade negra

Darine Stern na capa da Playboy de outubro de 1971

Darine Stern fez história em outubro de 1971 como a primeira mulher negra a aparecer sozinha na capa da Playboy americana.

Em outubro de 1971, Darine Stern entrou para a história da Playboy ao se tornar a primeira mulher negra a aparecer sozinha na capa da edição americana. A modelo surgiu sentada atrás de uma cadeira com o formato do coelho da revista, em uma fotografia de Richard Fegley. O fundo escuro e o contraste com o logotipo amarelo deram à imagem uma identidade visual marcante.

A importância histórica dessa capa exige uma distinção. A Playboy já havia colocado modelos negras na capa anteriormente: em janeiro de 1970, Jean Bell dividiu o espaço com outras quatro modelos brancas. A edição de Darine Stern marcou outro passo, pois destacou uma mulher negra sozinha na imagem principal da revista.

A trajetória da modelo também merece atenção. Nascida em Chicago, em 1947, Darine trabalhou como caixa de banco antes de investir na carreira de modelo. Mais tarde, atuou em áreas como direção de moda, consultoria de imagem e figurino. Apesar da importância de sua capa, sua história acabou menos conhecida do que a de outras personalidades associadas à revista.

Décadas depois, a mesma composição visual voltaria a chamar atenção. Em 2009, a Playboy utilizou uma pose semelhante na capa protagonizada por Marge Simpson. Em uma reportagem publicada pela ZORA, a jornalista Morgan Jerkins observou como a repercussão dessa nova capa quase não reconheceu a modelo que havia protagonizado uma composição parecida em 1971.

Assim, a edição de Darine Stern representa mais do que uma mudança estética. Ela também registra um momento importante da representação negra na imprensa americana e lembra como algumas figuras pioneiras acabam esquecidas quando a cultura pop revisita seu passado.

4. Pamela Rawlings — novembro de 1972: a edição que entrou para a história da computação

Pamela Rawlings na capa da Playboy de novembro de 1972

Pamela Rawlings estampou a capa da edição de novembro de 1972, considerada a mais vendida da Playboy. No interior, a fotografia de Lena Söderberg ganharia fama na história da computação.

A edição americana da Playboy de novembro de 1972 entrou para a história por dois motivos: vendeu aproximadamente 7,16 milhões de exemplares, segundo estimativas, e inspirou uma das imagens mais conhecidas da computação. A capa trazia Pamela Rawlings, enquanto a fotografia central de Lena Söderberg ganharia fama entre pesquisadores.

A história começou em 1973, quando pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia procuravam uma fotografia para testar técnicas de digitalização. Eles escolheram uma imagem de Lena Söderberg e recortaram uma versão de 512 por 512 pixels, que ficou conhecida como Lenna, grafia usada pela revista para adaptar o nome da modelo ao inglês.

Com o tempo, cientistas passaram a usar essa imagem para testar algoritmos de processamento e compressão. Entretanto, sua popularidade também gerou críticas, já que a fotografia vinha de uma revista masculina e aparecia com frequência em uma área científica historicamente dominada por homens.

Vale distinguir os dois marcos: Pamela Rawlings estrelou a capa da edição recordista, enquanto Lena Söderberg entrou para a história da computação. Além disso, os 7,16 milhões de exemplares representam uma estimativa, pois os Estados Unidos só começaram a auditar oficialmente a circulação da Playboy em 1994.

No Brasil, outras edições também alcançaram números expressivos. Confira a lista das Playboys mais vendidas do país, que destaca capas como as da Feiticeira e da Tiazinha, responsáveis por dois dos grandes fenômenos comerciais da revista no fim dos anos 1990.

5. Bo Derek — março de 1980: a estrela de Mulher Nota 10 na capa

Bo Derek na capa da Playboy americana de março de 1980

Bo Derek estrelou a capa americana de março de 1980, após conquistar fama internacional com o filme Mulher Nota 10 (1979). John Derek, marido da atriz, fotografou o ensaio.

Em março de 1980, Bo Derek estampou a capa da Playboy americana pouco depois de conquistar fama internacional com o filme 10 (1979), conhecido no Brasil como Mulher Nota 10. A produção, dirigida por Blake Edwards, transformou a atriz em um dos rostos mais reconhecidos da cultura pop no início dos anos 1980.

O ensaio teve um detalhe especial: John Derek, marido da atriz e também diretor e fotógrafo, assinou as imagens. A produção aproveitou a popularidade de Bo após o sucesso do filme e construiu uma capa que se tornou uma das imagens mais lembradas da Playboy naquela década.

A fotografia destacou a atriz em um cenário de praia, com areia molhada e um biquíni em tom próximo ao da pele. Além disso, a imagem ajudou a consolidar uma estética muito associada às revistas masculinas do início dos anos 1980.

A casa de leilões Christie’s identifica a fotografia como obra de John Derek e registra sua publicação na edição de março de 1980. A descrição também relaciona a capa ao sucesso de 10 e à projeção internacional da atriz.

Essa edição mostra como a Playboy aproveitava fenômenos de Hollywood para atrair leitores. Em vez de apresentar apenas uma modelo, a revista associou sua imagem a uma estrela cujo sucesso já despertava curiosidade internacional.

6. Pamela Anderson — outubro de 1989: o início de uma longa relação com a Playboy

Pamela Anderson na capa da Playboy americana de outubro de 1989

A edição de outubro de 1989 marcou a estreia de Pamela Anderson na capa da Playboy e deu início a uma longa relação entre a atriz e a revista.

Em outubro de 1989, Pamela Anderson apareceu pela primeira vez na capa da Playboy americana. Na época, a canadense tinha 22 anos e ainda não havia conquistado a fama mundial que viria com produções como Home Improvement e Baywatch, conhecida no Brasil como SOS Malibu.

O interesse da revista surgiu durante uma fase de crescente exposição de Pamela. Depois de chamar a atenção em uma partida de futebol canadense, ela começou a receber oportunidades de publicidade e modelagem. Pouco depois, a Playboy a convidou para uma sessão fotográfica e escolheu sua imagem para a capa de outubro.

A edição marcou apenas o começo. Nos anos seguintes, Pamela voltou à revista diversas vezes e construiu uma relação duradoura com a publicação. Sua popularidade cresceu também na televisão, especialmente quando interpretou a salva-vidas C.J. Parker em Baywatch.

Segundo a agência de notícias UPI, a capa de outubro de 1989 marcou sua estreia na revista. Mais tarde, Pamela se tornaria a modelo que mais apareceu nas capas da Playboy americana, com 14 aparições até a edição de janeiro/fevereiro de 2016.

Por isso, a primeira capa de Pamela merece espaço nesta lista. A imagem registrou o início de uma trajetória que atravessou décadas e ajudou a definir uma das figuras mais associadas à história moderna da Playboy.

7. Kim Kardashian — dezembro de 2007: a ascensão da celebridade dos realities

Kim Kardashian na capa da Playboy americana de dezembro de 2007

Kim Kardashian protagonizou a edição de dezembro de 2007, em ensaio fotografado por Hype Williams, no início de sua ascensão como estrela de reality show.

Em dezembro de 2007, Kim Kardashian estampou a capa da Playboy americana em um momento decisivo de sua trajetória. Naquele ano, o reality show Keeping Up with the Kardashians estreou na televisão e começou a apresentar ao público o cotidiano da família Kardashian-Jenner.

O fotógrafo e diretor Hype Williams comandou o ensaio, que apresentou Kim em uma produção visual diferente das capas clássicas de décadas anteriores. A revista apostou na imagem de uma personalidade cuja fama crescia diante das câmeras, enquanto a exposição da vida pessoal se tornava parte central de sua identidade pública.

Entretanto, Kim contou que ficou nervosa antes de aceitar o convite. Em uma entrevista publicada em 2007, ela explicou que uma conversa com Hugh Hefner ajudou a mudar sua perspectiva: quando ele mencionou Marilyn Monroe, protagonista da primeira capa da Playboy, Kim se sentiu mais confortável com a ideia.

Em dezembro de 2015, Kim compartilhou fotografias inéditas dos bastidores em seu site e relembrou a produção realizada oito anos antes. Ela também destacou que a sessão marcou seu primeiro trabalho com o cabeleireiro Clyde Haygood e com a stylist Charlene Roxborough, profissionais com quem continuou colaborando.

O contexto torna essa capa especialmente interessante. Em 2007, Kim ainda estava no início de sua projeção como estrela de reality show; posteriormente, transformou essa visibilidade em negócios, produtos de beleza e presença influente nas redes sociais. Dessa forma, a edição registra uma fase inicial da ascensão de uma celebridade que ajudaria a redefinir a relação entre fama, exposição pessoal e construção de marca no século XXI.

8. Marge Simpson — novembro de 2009: quando a Playboy colocou um desenho na capa

Marge Simpson na capa especial da Playboy de novembro de 2009

Marge Simpson protagonizou uma edição especial da Playboy em homenagem aos 20 anos de Os Simpsons. A capa também fez referência à composição histórica de Darine Stern, de 1971.

Em novembro de 2009, a Playboy americana surpreendeu os leitores ao colocar Marge Simpson na capa de uma edição especial que celebrou os 20 anos de Os Simpsons. Foi a primeira vez que uma personagem de desenho animado protagonizou a capa da revista.

A escolha também respondia a um desafio comercial: diante da queda na circulação, a Playboy queria atrair leitores mais jovens. Para isso, apostou na matriarca de Springfield, que apareceu sentada em uma cadeira no formato do famoso coelho da revista. Além da capa, a edição trouxe um ensaio ilustrado e um pôster.

A composição fazia referência à capa de Darine Stern, publicada em outubro de 1971, que também mostrava a modelo atrás de uma cadeira com o símbolo da Playboy. Entretanto, a homenagem ganhou uma nova interpretação em 2020, quando a jornalista Morgan Jerkins, da ZORA, chamou atenção para a pouca lembrança de Stern na divulgação da edição de Marge.

Assim, a capa uniu humor, cultura pop e uma referência à história da própria revista. Ao mesmo tempo, reacendeu uma discussão importante sobre representatividade e o reconhecimento das mulheres negras na memória da cultura pop.

9. Kate Moss — janeiro/fevereiro de 2014: a Playboy celebra 60 anos com uma supermodelo

Kate Moss na capa comemorativa de 60 anos da Playboy americana

Kate Moss estampou a edição comemorativa de 60 anos da Playboy americana. Mert Alas e Marcus Piggott fotografaram o ensaio de 18 páginas.

Em janeiro de 2014, Kate Moss estampou a capa da edição comemorativa de 60 anos da Playboy americana. A revista apresentou o número como uma edição dupla de janeiro e fevereiro, e a equipe divulgou o lançamento ainda em dezembro de 2013.

Aos 39 anos durante o lançamento, Kate completou 40 anos em 16 de janeiro de 2014. Para a ocasião, os fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggott produziram um ensaio especial de 18 páginas, no qual a modelo apareceu com o tradicional figurino de coelhinha da Playboy.

A escolha também representou uma estratégia internacional. Em vez de limitar a comemoração ao mercado americano, a Playboy levou a capa de Kate Moss a mais de uma dezena de países, incluindo Brasil, Grécia, México e Rússia. Segundo o Meio & Mensagem, o diretor editorial Jimmy Jellinek considerou a presença da modelo uma maneira ideal de iniciar os próximos 60 anos da marca.

Além disso, a edição reuniu conteúdos que iam muito além do ensaio fotográfico. A versão americana trouxe uma entrevista com Ben Affleck e textos de autores como David Mamet e Slavoj Žižek. No Brasil, a revista de janeiro de 2014 também estampou Kate na capa, enquanto apresentava conteúdos próprios.

A comemoração aconteceu em um momento importante para a empresa. Embora a Playboy mantivesse reconhecimento internacional, as revistas impressas enfrentavam queda na circulação. Por isso, a edição de aniversário também funcionou como uma declaração de posicionamento: a marca queria preservar sua identidade visual e sua relevância cultural diante das transformações do mercado editorial.

10. Pamela Anderson — janeiro/fevereiro de 2016: o encerramento de uma era

Pamela Anderson na capa da edição de janeiro e fevereiro de 2016 da Playboy

Pamela Anderson protagonizou a edição que encerrou a tradição de ensaios com nudez integral na Playboy americana, antes da mudança editorial anunciada em 2015.

Em janeiro/fevereiro de 2016, Pamela Anderson voltou à capa da Playboy para marcar o fim de uma era. A edição encerrou a tradição de ensaios com nudez integral iniciada em 1953, quando Marilyn Monroe estrelou a primeira publicação.

Fotografada por Ellen von Unwerth na Mansão Playboy, Pamela protagonizou um ensaio de 12 páginas e concedeu uma entrevista conduzida por James Franco. Além disso, chegou à sua 14ª capa da revista, após estrear em outubro de 1989 e conquistar fama mundial com Baywatch.

Antes de aceitar o convite, Pamela conversou com os filhos, pois se preocupava com a reação deles. Ainda assim, decidiu participar dessa edição histórica, que também representava um capítulo importante de sua relação com a revista.

A Playboy anunciou a mudança editorial em outubro de 2015, alegando que a oferta de imagens gratuitas na internet havia transformado o mercado. Assim, a edição de janeiro/fevereiro de 2016 marcou o fim dos ensaios com nudez integral, mas não o fim da publicação. A escolha de Pamela fechou esse ciclo de forma simbólica: Marilyn Monroe inaugurou a revista em 1953, enquanto Pamela protagonizou sua última edição impressa com nudez.

O legado das capas internacionais da Playboy

As dez capas mostram como a Playboy acompanhou transformações importantes na cultura pop, na moda e na indústria do entretenimento. Da estreia de Marilyn Monroe ao retorno de Pamela Anderson em 2016, cada edição representa um momento diferente da trajetória da revista.

Algumas capas ficaram conhecidas pela popularidade de suas protagonistas; outras, pela ousadia visual, pela representatividade ou até por consequências inesperadas, como aconteceu com a imagem de Lena Söderberg na história da computação. Além disso, edições como a de Marge Simpson demonstram que a Playboy também recorreu ao humor e às referências culturais para renovar sua imagem.

No Brasil, a trajetória teve características próprias. As capas de Feiticeira, Tiazinha e Adriane Galisteu ajudam a entender como a televisão, o entretenimento e a popularidade das celebridades também influenciaram o mercado nacional.

Se você gosta de revisitar essas publicações, confira ainda o ensaio de Cleo Pires na Playboy e conheça outras edições que marcaram a história da revista no Brasil.

Por fim, essas capas ajudam a compreender por que a Playboy se tornou mais do que uma revista masculina: suas imagens atravessaram gerações, acompanharam mudanças culturais e, em alguns casos, entraram para a história por motivos que nem seus editores poderiam prever.